Sentado num banco em frente a um
elevador, observando as placas que não tem nada a ver com meu tédio, tristeza e
frustração. Sabe quando você está num local repleto de pessoas, mas continua se
sentindo só? É exatamente dessa forma que eu passei a me sentir diante da
sociedade.
Um elevador parado que recebe
tantas pessoas, elas vem e vão sem se comunicar, todos preocupados com o tempo
e com suas obrigações. Não importa quantos estejam juntos, eles sempre irão
olhar apenas para o teto e o relógio. Um bom dia apenas para manter uma
educação que de nada serve, pois depois cada um segue seu rumo.
E
eu... Continuo a observar o elevador, viajando em meus devaneios sem sentidos (
talvez até façam sentido). Tudo se torna
deprimente, o tempo que perdemos em locais desconhecidos. Faculdades onde
pessoas pensam em si mesmas, praças desertas, escolas cada vez mais silenciosas
por aparelhos que nos controlam, nos prendem o foco, nos mantem em um dialogo individualizado.
Cada um por si com todos os outros que estão cada vez mais longe. Amigos que não
estão perto para passar o calor humano, seres que dizem amar sem nunca ter
conhecido pessoalmente. O que estou vivendo? Estou realmente me relacionando
com as pessoas?
Vejo
que a cada dia mais as pessoas inventam novas formas de resolver os problemas
sem sair de casa, sem se levantar da cama e dar bom dia ao vizinho que talvez
não tenha mais um motivo para viver. Quantos idosos foram esquecidos,
abandonados e somente foram lembrados quando o fedor da carne podre começou a
incomodar a casa do próximo. Enquanto isso continuo observando o elevador,
rodeado de pessoas que permanecem estáticas sem se comunicar. O que estamos
fazendo nesse mundo?

As pessoas correm contra o tempo, perdendo o tempo de aprender e conviver com os demais. Na busca desenfreada pelo sucesso, muitas vezes perdem o que possuem de mais precioso... a sua humanidade.
ResponderExcluirAbraço!