Bem...
Não sei se você conhece o filme Matrix que foi lançado no ano de 1999. Um dos
mais brilhantes e criativos filmes da época. Caso você não conheça, te
aconselho a procurar imediatamente para assistir, pois este texto apenas falará
da forma como eu trouxe a ideia do filme para a vida, digamos que “real” na
qual estamos passando um período de tempo.
Uma
das primeiras idéias de matrix é que vivemos em um mundo que não é real, porém
parece ser, para toda a humanidade. Somos apenas baterias para alimentar uma
força maior que nos controla dia após dia com trabalho, escola, política,
religião e tantas outras formas de controle para um propósito que seria nos manipular.
O
que acontece quando você desperta dessa matrix é apenas perceber que tudo o que
você tanto viveu parece estar errado de alguma forma, começa o questionamento
relacionado a diversas coisas da vida, para qualquer um pode ser simples e
maravilhoso, mas para quem desperta se torna perturbador. Viver de acordo com o
que os outros vão pensar já se torna algo ruim, pois isso já implica sua
liberdade de viver, não mais aceitar seguir a moda ou escutar o que a mídia tem
a dizer sobre o mundo já não é tão importante. Ser em vez de ter se torna uma
prioridade, você começa a ser minimalista, a selecionar coisas realmente
importantes do que outras, rever suas prioridades, não concordar mais com o
consumismo exacerbado que a sociedade costuma seguir cegamente. As redes
sociais não são tão atrativas como antes, é apenas uma forma de distração e
perda de tempo.
Você
começa a perceber que simples coisas como um jogo de futebol ou querer
pertencer a um time é a coisa mais trivial do mundo, pessoas defendem uma
ilusão como se fosse sua própria vida (se é Bahia ou vitória) , nada disso
importa. As faculdades são cheias de lavagem cerebral onde os professores lhe
enchem de teorias e mais teorias e no final você tem que vomitar mostrar para eles tudo o que aprendeu e então
receber um papel no qual diz que você é especialista naquela área de
conhecimento.
Eles
te enchem e te enchem de títulos, te separa por classe social, cor, raça,
nacionalidade, tribo e religião. Até seu nome é a mais pura ilusão, não tem
serventia alguma para si mesmo. Passamos a vida toda nos enchendo de rótulos e
mais rótulos perdendo a nossa essência. A criança é a própria originalidade e
pureza que existe, porém com o tempo ela acaba se perdendo com nomes e títulos.
Vivendo em uma corrida desenfreada para passar de serie após serie, pois os
pais dizem que para ser alguém esta criança tem que concluir todas as etapas na
escola, superar níveis, ter uma faculdade, um trabalho e no final da vida sofre
pelas doenças que adquiriu nesta corrida desenfreada e todo o dinheiro que
conseguiu suando no trabalho irá gastar tudo em remédio para ansiedade, dores
corporais, câncer e outras coisas.
Então
como sair desta matrix? É possível aprender a conviver dentro dela, afinal
fazemos parte desta ilusão, há algo bem maior da nossa essência,. Aprender a
viver nela sem se corromper é a melhor forma de viver em liberdade sendo
responsável por si mesmo e por suas escolhas. Uma vez desperto é doloroso o seu
processo, não há como voltar pela mesma corrente que saiu. A matrix realmente
existe, cabe a você tentar percebê-la por si só. Como diz no filme: Eu só posso
te mostrar a porta, você que deve passar por ela.

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