Acreditava nas pessoas

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Acreditava que as pessoas deveriam amar uns aos outros de forma respeitosa, sem preconceitos. Achava que as pessoas deveriam respeitar as decisões uns dos outros como forma de amar as diferenças e compreender essa diversidade de ideias na qual fazem parte da própria essência do ser humanos, todos nós somos seres com pensamentos e personalidades diferente e nossa única semelhança estaria na estrutura emocional, organização anatômica e nas questões de finitude. Todos nós vamos morrer um dia.

Há uma certa decepção que toma conta do meu ser de tal forma, porque ultimamente as pessoas só tem demonstrado o contrário às minhas expectativas, ou seja, nunca crie expectativas sobre nada nesse mundo, a gente sempre se surpreende com o futuro, nunca acontece do jeito que fantasiamos nossa vida.

O egoísmo toma conta das pessoas, ninguém consegue nem pensar no outro, se está bem ou não, se o outro está feliz, se está passando por dificuldade ou pouco se preocupando se alguém vai precisar de você em algum momento. Eles querem apenas pensar no melhor de si, aquilo que irá satisfazer os próprios desejos sem se importar com qualquer um, mesmo que seja alguém próximo, sinto muito, são sacrifícios necessários para minha própria felicidade. Essa é a sociedade na qual vivemos, aqueles que buscam o gozo sem se importar com a felicidade alheia. Em partes isso deveria ser bom na questão de que cada um deve viver sua vida de forma plena, mas deixar isso dominar pro lado do egoísmo se torna algo totalmente horrível e doentio. As pessoas devem buscar sua própria felicidade, mas também deve haver amor ao próximo. Eu não concordo com a felicidade individualista, acredito que quando estou bem eu também quero que o meu próximo também esteja.

Não há mais respeito com as decisões do próximo, se não matamos as pessoas fisicamente acabamos matando verbalmente. Palavras doem, machucam de tal forma que deixam sequelas na alma. Não há mais amor com as famílias, todos querem seu pedaço maior na fatia do bolo, todos querem o melhor lugar e pouco importa se o outro conseguiu ou não. Há uma extrema competição, um pensamento mesquinho, individualista, oportunista e extremamente narcisista que faz com que as pessoas se tornem menos humanas. São verdadeiros animais que se acham intelectuais buscando a felicidade própria de forma errada e isso para mim não é evolução. Amor ao próximo é uma evolução, respeito, compaixão, paz, esperança, harmonia. Deveríamos praticar isso todos os dias, para assim sermos mais humanos, pois eu não acredito que fomos criados para sermos monstros, mesmo que isso seja uma utopia, eu acredito que essa longa jornada pelo impossível nos faça caminhar para tudo aquilo que sonhamos. As palavras não bastam para mudar as pessoas, deve haver atitudes!
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